quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Carga elétrica

Entenda o conceito de carga elétrica
 
Carga elétrica é uma propriedade que faz parte de algumas das partículas que constituem a matéria. A força elétrica é uma manifestação da carga elétrica.


sábado, 5 de outubro de 2013

O aterramento Elétrico das instalações conforme a NR 10



Entenda como deve ser feito o aterramento para que as instalações elétricas estejam de acordo com a NR 10.


Para atender as determinações da NR 10, “o aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes”. Mas, quais são os órgãos competentes? Onde encontrar essas informações?

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Relé Buchholz, essencial na segurança dos transformadores de potência a óleo.

Luvas isolantes de borracha: informações importantes



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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) deve ser o primeiro órgão competente a ser consultado. Essa instituição é responsável pela publicação das normas técnicas chamadas de “Normas Brasileiras registradas (NBRs)”.




A norma usada como referência depende do tipo de instalação a ser executada. Por exemplo, para o aterramento de um para raio, deverá ser consultada a “NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas”. Nos projetos de média tensão é necessário atender a “NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão, de 1,0 kV a 36,2 kV”. Para edificações em geral, devemos nos orientar na “NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa tensão”

É importante estar sempre verificando o Catálogo da ABNT para verificarmos qual é a norma atualizada, pois essas normas são revisadas sempre que há necessidade de atualização. Às vezes, poderá ser necessário consultar várias normas dependendo da complexidade e do tipo de instalação.

Para o aterramento das entradas de serviço, devemos ler e atender as normas da empresa responsável pelo fornecimento de energia em cada localidade. Por exemplo, no Paraná, a empresa COPEL disponibiliza para consulta várias normas importantes, dentre elas:

NTC 901110 – Atendimento a Edificações de Uso Coletivo;

NTC 901100 – Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição.

Quando as normas brasileiras se omitem sobre um tema específico, podemos consultar também as normas internacionais.
Devido a sua enorme importância, as conexões do aterramento devem ser definidas no projeto da instalação, conforme determinado pelo item 10.3.4 da NR 10:

“O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade”.
Consequentemente, o esquema de aterramento deverá ser projetado por um profissional qualificado e que tenha habilitação legal para fazer projetos, pois a NR 10 exige no seu item 10.3.8 que:

“O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado”.


Condutor PE - diagrama unifilar


As especificações do sistema de aterramento devem estar junto com o Diagrama Unifilar das instalações, conforme determinado no item 10.2.3 da NR 10:

“As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção”.

Inspeções e Medições

O aterramento poderá perder a eficiência com o passar do tempo, isso pode ocorrer devido a fatores como: corrosão, problemas em conexões e até mesmo alterações na composição do solo. Felizmente, é obrigatório que no Prontuário de Instalações Elétricas, esteja incluído a “documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos”, entre outros documentos solicitados no item 10.2.4 da NR 10.  


Símbolo do Aterramento Elétrico


“Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado” (item 10.2.7). Portanto, os procedimentos para testes e medições, devem ter o acompanhamento e aprovação de profissionais habilitados.

O aterramento cumprirá uma função importante para atender o item 10.9.3: “Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica”.

Ao atender as normas técnicas e as normas de segurança, estamos salvando vidas e evitando danos as pessoas e também prejuízos materiais.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Relé Buchholz

Relé Buchholz, essencial na segurança dos transformadores de potência a óleo.

Relé Buchholz é um dispositivo de segurança que é instalado entre o tanque principal e o tanque de expansão dos transformadores de potência a óleo. Leva esse nome em homenagem ao seu criador: Max Buchholz.


Relé de gás tipo Buchholz

Quando ocorre arco elétrico dentro do tanque do transformador, formam-se gases que provocam agitação no óleo. Um deslocamento brusco de óleo provoca movimento em uma das boias localizadas dentro do relé. Essa boia, ao movimentar, aciona contatos elétricos que farão o desligamento do disjuntor que alimenta o transformador.

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Portanto, se o relé Buchholz falhar, a segurança do transformador ficará seriamente comprometida. Poderá ocorrer uma elevação perigosa de pressão dentro do transformador, as consequências poderão ser incêndio e explosão. Por isso, é necessário garantir que esse relé esteja instalado e funcionando corretamente.  

Relé Buchholz

É muito importante que periodicamente sejam realizados testes conforme orientação dos fabricantes. Em alguns modelos há um orifício por onde é possível injetar ar para verificar o acionamento dos contatos do relé.
O relé buchholz, também atua em outras situações, como acúmulo de gás dentro do mesmo, ou ainda nível baixo do óleo do transformador.


Quando ocorre a atuação desse relé, deve ser feito uma cuidadosa investigação para descobrir a causa do problema, pois é possível que exista um problema sério. O transformador somente poderá ser religado após a falha ter sido identificada e sanada.
Geralmente, o relé Buchholz possui um visor para observar o gás acumulado. É possível retirar uma amostra do gás para fazer análise. A composição do gás indica o tipo de problema que há no transformador, por exemplo, a presença de acetileno (gás combustível) indica problema a ser reparado na parte elétrica.

Referências:

Apostila: Técnicas de Inspeção e procedimentos de testes. Disponível em: <http://www.abraman.org.br/Arquivos/42/42.pdf>. Acessado em 27set2013.
COPEL. Apostila: Transformadores de Potência (técnico).
WEG. Manual de Instalação e Manutenção para Transformadores a óleo. Disponível em: <http://ecatalog.weg.net/files/wegnet/WEG-transformadores-a-oleo-instalacao-e-manutencao-10000892317-12.10-manual-portugues-br.pdf>. Acessado em 27set2013.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Luvas isolantes de borracha: informações importantes

Os fabricantes das luvas devem atender a seguinte norma:

ABNT NBR 16295:2014 (IEC 60903:2002, MOD)



luvas Orion
Luvas marca ORION


Em primeiro lugar:

Leia as recomendações do fabricante das luvas. Siga rigorosamente as orientações do fabricante quanto ao tempo de vida útil, condições de uso e conservação, periodicidade dos testes, etc.

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Depois de ler esse artigo, sugerimos que leia também:
Antes de usar as luvas, o profissional deve verificar se possui a luva com isolação adequada a tensão de trabalho, essa informação deve estar marcada próximo a orla da luva. A NBR 16295:2014 estabelece as classes de isolação das luvas conforme mostrado na tabela a seguir:


Classe das luvas

Cor da Tarja

Tensão máxima de uso (tensão de linha, valor eficaz).

00

Bege

500

0

Vermelha

1000

1

Branca

7500

2

Amarela

17000

3

Verde

26500

4

laranja

36000

Tensão máxima de uso é o valor eficaz máximo entre fases, na qual a luva pode ser utilizada.

Na luva também vem uma tarja colorida que corresponde a sua classe de isolação.


Inflador RITZ
Inflador marca RITZ
Sempre inspecionar antes do uso

Fazer uma rigorosa inspeção visual, a luva não deverá ser utilizada se for encontrado cortes, ou furos ou ainda materiais incrustrados, que possam prejudicar a isolação do material.

Para inspeção visual, as luvas poderão ser infladas com ar usando aparelho apropriado, conforme figura ao lado. Não esticar a luva além do recomendado pelos fabricantes.



Atenção:


Além das luvas, é obrigatório o uso de outros EPIs adequados ao tipo de trabalho a ser executado. Exemplos: vara de manobra, capacete, vestimenta anti-chama, proteção facial, calçados de segurança, mangas e aventais isolantes, cesto isolado, proteções isolantes, etc.
Ensaios periódicos das luvas isolantes

É obrigatório que as luvas sejam submetidas a ensaios periódicos conforme determina a NR 10 no seu item 10.7.8:
“Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente”.

Sempre consultar o fabricante para saber a periodicidade dos ensaios. Alguns fabricantes recomendam que seja realizado ao menos um ensaio a cada seis meses, podendo esse intervalo ser menor dependendo das condições e frequência de uso das luvas. Os procedimentos para os ensaios são padronizados pela NBR 10622 e devem ser realizados por profissionais habilitados.

O laudo com os resultados dos ensaios precisa ser arquivado junto ao Prontuário de Instalações Elétricas.

Proteger as luvas isolantes com as luvas de cobertura

Luvas FESP
Luvas marca Fesp
 Durante o uso, as luvas de borracha deverão ser sempre protegidas por luvas de cobertura feitas de couro macio, (normalmente vaqueta). É necessário que as luvas de cobertura sejam exclusivas para essa finalidade, ou seja, não utilizar para outros trabalhos. A luva de cobertura nunca poderá estar em contato com o corpo do eletricista. Conforme pode ser verificado na figura abaixo, a luva isolante deve ter o cano sempre mais comprido que o cano da luva de cobertura.




Tipos de Luvas Isolantes

Além da classe, as luvas isolantes poderão ser do tipo I, ou do Tipo II:


Tipo I – Não resistente ao ozônio
Tipo II – Resistente ao ozônio

Enquanto a classe define a tensão de isolação, o tipo depende do material de fabricação das luvas.


Bolsa marca FESP
Bolsa marca Fesp

Limpeza e conservação
Manter a luva limpa. Seguir as recomendações do fabricante para uma limpeza correta. Guardar em locais isentos de umidade, armazenar em bolsa apropriada sem dobrar, enrugar ou comprimir.




As luvas devem ser armazenadas do seguinte modo:

a) Acondicionada em caixa de papelão, com o lado da etiqueta para fora;
b) Não devem ser dobradas, enrugadas, comprimidas, ou submetidas a qualquer solicitação que possa causar alongamento ou compressão;
c) Em locais livres de ozônio, produtos químicos, óleos, solventes, vapores prejudiciais, fumos e descargas elétricas;
d) Fora da ação direta e afastada da irradiação de qualquer fonte de calor;
e) Em locais de temperatura ambiente não superior a 35ºC;

Recomendações finais:
Não devemos esquecer que as luvas, assim como todo Equipamento de proteção Individual, devem seguir as determinações da NR 6. É obrigatório que tenham sido aprovadas pelo Ministério do Trabalho, ou seja, precisam ter o Certificado de Aprovação (CA).

Importante: as informações aqui apresentadas são complementares. Verifique as normas oficiais, as orientações dos fabricantes e as normas de segurança da sua empresa.
Para saber mais, consulte as referências abaixo:

Referências:

ABNT. NBR 16295:2014 - Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD)

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA- 

INMETRO. PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO - LUVAS ISOLANTES DE
BORRACHA. (Portaria Inmetro n.º 229/2009 – Código 3427). Disponível em: < http://www.inmetro.gov.br/fiscalizacao/treinamento/luva-isolante.pdf>.  Acesso em 12set2013.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Manual de Auxílio na Interpretação e Aplicação da NR 10 – NR 10 Comentada. Autores: Eng. Joaquim Gomes Pereira e Eng. João José Barrico de Sousa. Ministério do Trabalho e Emprego - 2010.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. (Texto dado pela Portaria GM n.º 598, de 07 de dezembro de 2004).
SENAI – Curso Complementar de Segurança no Sistema Elétrico de Potência. Brasília, 2008. 

SENAI – Departamento Nacional. Curso Básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade: riscos elétricos. SENAI. DN. Brasília, 2007.
TOCANTINS, VANDER DINIZ. Curso Básico de Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade: nova NR 10: aplicação prática. SENAI. DN. Brasília, 2007.
Figuras:
Luvas isolantes marca Orion:
http://www.orionsa.com.br/imagens/catalogos/Catalogo_Isolantes_Eletricos_Portugues.pdf

Inflador de Luvas - marca RITZ:
http://www.terexritz.com/
Bolsa e Luvas Isolantes - Marca Fesp:
http://www.fesp.com.br/home.htm


Aplicação do Programa 5S no setor de manutenção - Situação de Aprendizagem

  Figura 1 – Aplicação do Programa 5S na manutenção. Fonte: Gerada pelo assistente de IA Gemini (Google), 2026. Situação de Aprendizagem ...